quarta-feira, 10 de março de 2010

Reflexão artigo "A única saída para o Efeito Estufa"

Comparando ao que era a Terra no início do século XX, vemos hoje um planeta imundo. As ações antrópicas visando sempre poder e crescimento econômico fez e faz até os dias atuais com que o homem destrua as florestas, polua as águas, polua o ar, além de exterminar centenas de espécies de nossa fauna e flora, e em conseqüência de suas inúmeras ações, abriu um buraco na camada de ozônio e potencializou o fenômeno natural do Efeito Estufa, causando assim, o temido Aquecimento Global.

As ações antrópicas que influenciam significadamente o meio ambiente, e conseqüentemente a qualidade de vida das pessoas, têm se mostrado não somente em ações diretas como a destruição de recursos naturais, mas principalmente em ações indiretas, tal como: se recusar a buscar um crescimento sustentável, exceto se houver cobrança passível de multa ou simplesmente ser indiferente ao problema e não colaborar e cobrar de nossos representantes uma legislação que busque e obrigue ações e atitudes para revertermos o atual quadro.
O desenvolvimento da humanidade deixou um rastro de destruição ambiental. A população do mundo quadruplicou nos últimos 100 anos, a produção industrial e a agricultura expandiram-se e os carros e fábricas lançam no ar toneladas de poluentes. Nada disso acontece de graça. O tempo mostrou, contudo, que é possível crescer – e enriquecer – com responsabilidade ambiental. Como a proteção ao meio ambiente custa caro, as empresas só passaram a realizar despesas nessa área quando foram obrigadas por força de lei. Não bastava possuir a tecnologia. Era preciso um governo sério que cumprisse sua missão de fiscalizar sem se corromper e uma sociedade em que as pessoas pudessem exigir providências da autoridade. Ou seja, a proteção ambiental depende diretamente da democracia. Tanto que podemos ver que os países menos desenvolvidos são os principais a sofrerem com a negligência de seus governantes para questões ambientais, e sofrem também com as conseqüências climáticas que vemos diariamente.
Seria então a democracia a salvação da humanidade para resolvermos os problemas ambientais? Não, por mais que haja democracia estamos rodeados de pessoas que visam interesses próprios e não há espaço em suas vidas para se dedicar e se preocupar com a qualidade de vida e o meio ambiente com uma estimativa a médio e longo prazo. Faz parte da população o pensamento egoísta, por que devo me preocupar se a água potável vai acabar no mundo? Hoje tem bastante, será o suficiente para o tempo que estiver vivo! Haja vista, a questão do saneamento em nosso país. De acordo com Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o índice médio de coleta de esgoto no Brasil é de 69,7%, sendo que o tratamento atinge apenas 25%. Os números de coleta e tratamento de esgoto refletem diferenças regionais gritantes, como a região Sudeste chega a ter 91,4%, enquanto na região Norte não passa de 9%.
O maior desafio que temos a seguir é o que fazer com milhares de milhões de gases poluentes, em especial o gás carbônico que é lançado diariamente na atmosfera?
De acordo com o artigo “A única saída para o Efeito Estufa”, podemos transferir o Gás Carbônico (CO2) para as regiões abissais oceânicas, que são os depósitos naturais do carbono. Com a ajuda da energia solar, a fotossíntese e a água seria possível capturar apenas o carbono e aprisioná-lo em containers de concreto armado – de plástico ou outro material resistente à corrosão e, deve conter orifícios para entrada de água e equilíbrio das pressões internas e externas para prevenir possível esmagamentos dos containers e facilitar a submersão dos mesmos . E com ajuda de grandes embarcações seria transportado para locais submersos por ação da gravidade. Desta forma, o carbono capturado e aprisionado ficará em depósitos geológicos, e caso venha a sofrer abalos sísmicos ou acomodação de camadas, iriam soterrar estes containers, tornando-os mais seguros. De acordo com a sugestão apresentada pelo Sr. Antônio Germano podemos verificar inúmeras vantagens, conforme o mesmo listou:
- Em grandes profundidades abissais não há desenvolvimento de vida, semelhante a da superfície, capaz de gerar reações aeróbias ou anaeróbias, portando, não havendo degradação desta biomassa, não haverá geração de gases e a atmosfera estará livre da massa de gases que fatalmente seria gerado se aquela quantidade de biomassa continuasse sobre a superfície terrestre, entrasse em decomposição natural ou fosse incinerada.
- Se a cada "colheita" da biomassa se plantasse outra, gradualmente, o gás carbônico estaria sendo capturado e, indiretamente, depositado nestes depósitos geológicos sob a forma de carbono com uma conseqüente limpeza gradativa da atmosfera.
- Se a captura direta do gás carbônico se torna inviável devido as suas condição de gás, capaz de ocupar grandes volumes, desenvolver grandes pressões, além de outros riscos óbvios que não enumeraremos, vamos aprisionar o carbono, "matéria prima" geradora do referido gás, cujo excesso na atmosfera se tornou "um inimigo implacável", o principal gerador do Efeito Estufa que mais cedo ou mais tarde irá eliminar a vida animal da face da terra se não for contido.
- Os combustíveis fósseis poderiam continuar sendo explorados porque estaria havendo uma reciclagem, uma correta destinação do efluente gasoso gerado na exploração deste tipo de energia, por via indireta, sendo devolvido ao seu local de origem, às profundezas da crosta terrestre.
- Usando-se o mesmo raciocínio, a mesma lógica, a biomassa poderia ser armazenada, aproveitando-se os espaços disponíveis deixados pela exploração do petróleo. A retirada do petróleo deixa grandes vazios que são preenchidos com água.
- A mineração cria gigantescas crateras que, muitas vezes, são simplesmente abandonadas sem passarem por qualquer processo de remediação.
- As falhas geológicas, gigantescos espaços, muitas vezes continentais, poderiam ser utilizadas como depósitos de biomassa.
- De forma idêntica, poderiam ser armazenadas grandes quantidades de biomassa nas regiões desertas, sob suas areias escaldantes, locais desprovidos de água. Onde não há água não há vida, onde não há vida não há decomposição de matéria orgânica, não havendo decomposição de matéria orgânica não há formação de gases do efeito estufa.
- A mãe natureza, via carbono, forneceu tanta riqueza ao homem durante o século passado! Por que não devolver-lhe, durante este século, parte dessa riqueza, retornando parte desse carbono ao seu local de origem, de onde nunca deveria ter sido retirado, às profundezas da crosta terrestre, recompondo assim o Período Carbonífero?
- Dessa forma se fecharia um círculo, origem, exploração e destinação adequada do efluente produzido pela industrialização do petróleo.
Com o artigo “A única saída para o efeito estufa” é possível notar que além das inúmeras tecnologias sustentáveis existentes, existem tantas outras por vir. A maior dificuldade é fazer com que haja realmente um comprometimento por parte dos governantes para que possamos mudar o atual diagnóstico ambiental e, irmos à busca do verdadeiro desenvolvimento sustentável.
A pergunta final é: se existe legislação ambiental para que as empresas façam o tratamento e acondicionamento adequado de seus resíduos gerados ou não nos processos industriais, por que esta legislação não se enquadra nas indústrias petroquímicas do país? Se o slogan do Governo Federal é “Brasil um país de todos”, precisa colocar em prática tal afirmação e finalmente termos uma igualdade, ao menos na legislação.

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