terça-feira, 23 de março de 2010

Desenvolvido aparelho que dessaliniza pequenas porções de água

Apesar de o planeta ser 70% de água, apenas 3% é considerado água para consumo, ou seja, 97% de toda a água do planeta está nos oceanos e mares. Existem técnicas de dessalinização, porém atualmente estas requerem um alto consumo de energia e só são eficientes quando envolvem grandes quantidades de água. Por este motivo, é difícil utilizá-las em regiões afetadas pela pobreza ou por desastres naturais.
Em busca de melhores técnicas, cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um aparelho capaz de transformar pequenas quantidades de água do mar em água potável de uma forma mais simples que os métodos já existentes.
Publicado na Revista Nature, o aparelho, desenvolvido por cientistas do MIT liderados por Jongyoon Han, funciona mediante um fenômeno conhecido como "polarização por concentração de íons". Esse processo se produz quando uma corrente de íons circula através de um nanocanal que vai selecionando os íons.
O nanocanal se situa entre dois microcanais por onde circula a água salgada e, quando se aplica uma voltagem ao nanocanal, os íons se concentram em um extremo do nanocanal e se esvaziam no extremo oposto. Em conseqüência desse processo, se repelem os íons salinos de água marinha próximos ao nanocanal. Ao transformar um dos microcanais em dois canais próximos à zona de repulsão, apenas a água dessalinizada, que não tem carga iônica alguma, pode atravessar a zona carregada e passar assim a outro canal destinado à água potável.
O método permite eliminar os sais e as partículas de maior tamanho, como as células, os vírus e microorganismos, com tanta eficácia quanto as mais modernas usinas de dessalinização.







Instituto Nokia de Tecnologia desenvolve software que ajuda a reduzir casos de dengue no Amazonas

Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que o número de casos de dengue cresceu mais de 100% nas primeiras seis semanas deste ano, em relação a 2009. Foram registradas até agora 108.640 ocorrências em todo país. O grande aumento foi provocado pelas altas temperaturas e pelas chuvas acima da média para o período. Questões sociais como as dificuldades para controlar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti levaram o Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) a trabalhar no desenvolvimento de soluções que possam ter um papel fundamental para reverter este cenário negativo.
O Nokia Data Gathering (NDG) é um software desenvolvido pelo instituto, que ajuda organizações a coletar dados de pesquisas de campo de forma rápida e enviá-los em tempo real. Esta nova tecnologia, que substitui formulários em papel, garante resultados mais seguros. Com a adoção desta ferramenta, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), por exemplo, registrou em 2009 uma importante redução de casos de dengue na região metropolitana de Manaus.
Lançado em 2008, o NDG permite às organizações criar questionários detalhados para distribuição em diversos aparelhos móveis por meio da rede celular. Agentes podem preencher o questionário no visor do aparelho e mandar as informações em seguida para um servidor central. O sistema também possibilita o uso do geotag (marcação geográfica) com informações de GPS, que permitem identificar em um mapa os pontos exatos onde a coleta foi realizada.
“O formato convencional de pesquisas exige o transporte de muitos formulários, além de existir sempre o risco de preenchimento incorreto e conseqüente demora na análise e compilação dos dados”, diz André Erthal, diretor da área de Experiência em Serviços do INdT.
A tecnologia do Nokia Data Gathering garante a transmissão de dados quase em tempo real, por meio da conexão GPRS das redes GSM. Em locais onde não há rede, os dados ainda podem ser armazenados em um cartão de memória e enviados quando o sinal se restabelecer. Ainda há a possibilidade de envio de dados para um computador via Bluetooth (sem fio), cabo USB ou pelo próprio cartão de memória.
A SUSAM vem utilizando o Nokia Data Gathering desde outubro de 2008 na prevenção de doenças. A partir deste ano, especialistas de saúde saíram às ruas da região metropolitana de Manaus, munidos de aparelhos Nokia E61 e Nokia E71, para obter e registrar dados sobre comportamentos preventivos e sintomas da dengue.
Foram coletados mais de oito mil resultados em campo na zona leste da capital amazonense, onde a maioria dos casos estava sendo registrada. Os dados recolhidos ao longo da campanha serviram de suporte aos inquéritos bimestrais realizados para o levantamento rápido de presença de larvas do mosquito Aedes Aegypti em residências e outros edifícios.
Segundo o Secretário Estadual de Saúde do Estado do Amazonas, Agnaldo Costa, durante a campanha 2007/2008 para a prevenção da dengue, 3.522 casos foram identificados em Manaus. Com o suporte da ferramenta via celular, o número de ocorrências na campanha 2008/2009 foi reduzido para 245. O resultado ajudou o Amazonas a sair da lista do Ministério da Saúde que indica os estados que mais contribuem para a proliferação da dengue no Brasil.
A tecnologia do NDG é flexível e permite a customização de formulários e questões destinadas a outras áreas em que a obtenção remota de dados também é fundamental, como agricultura, censos, serviços emergenciais e suporte a crianças carentes, entre outras.
A Nokia disponibiliza gratuitamente licenças para o uso do software a organizações do setor público e ONGs e trabalha com vários outros órgãos públicos na Ásia e América Latina para implantar o serviço.

Saiba mais: http://www.nokia.com/datagathering

domingo, 21 de março de 2010

Tecnologia Ambiental na Europa

À medida que o preço do petróleo continua a subir e o aumento das emissões de dióxido de carbono continua a ter impacto no clima e nos ecossistemas do nosso planeta, a utilização das tecnologias ambientais torna-se indispensável para desenvolver as nossas economias de forma mais sustentável.
As tecnologias ambientais fornecem soluções para diminuir os influxos de substâncias, reduzir o consumo de energia e as emissões, reaproveitar os subprodutos e minimizar os problemas da eliminação de resíduos. Melhoram a eco-eficiência, ou seja, permitem "fazer mais com menos", apoiam a aplicação de sistemas de gestão ambiental e tornam os processos produtivos mais ecológicos.
Existem grandes oportunidades na Europa para utilizar melhor as mais recentes tecnologias nos domínios da energia, dos transportes e dos materiais utilizados. As empresas europeias são especialmente fortes na produção de energias renováveis e na gestão e reciclagem de resíduos, sectores onde detêm uma percentagem do mercado mundial de 40 % e 50 %, respectivamente.
As tecnologias ambientais são igualmente utilizadas para recolher informações sobre o ambiente – acompanhamento e recolha de dados para identificar a presença de poluentes, alterações na ocupação dos solos ou para detectar os efeitos na saúde humana através da bio-monitorização.
As tecnologias ambientais têm potencial para, durante a próxima década, contribuir para reduzir as emissões dos gases com efeito de estufa até 25–80 %, a destruição da camada de ozono até 50 % e a acidificação e eutrofização até 50 %. O sector da água enfrenta o desafio de desenvolver tecnologias novas e mais económicas que incluam os aspectos energéticos e as externalidades ambientais. Estão igualmente previstos avanços tecnológicos significativos e uma expansão do mercado no que diz respeito a soluções de aproveitamento de resíduos para a produção de energia em pequena escala e ao desenvolvimento de sistemas de energia de biomassa em pequena escala.
Para concretizar o potencial das tecnologias ambientais, será necessário criar maior aceitação do mercado. O desconhecimento dos custos reais da obtenção, utilização e eliminação de materiais e energia continua a representar um grande obstáculo para uma maior implementação das eco-inovações.
Os consumidores e os investidores precisam de conhecer com mais exactidão o desempenho e os benefícios ambientais das diferentes tecnologias para poderem comprar e financiar com toda a confiança produtos que são frequentemente novidade no mercado. Para apoiar este objectivo, os responsáveis políticos europeus estão actualmente a debater a forma como deverá processar-se a verificação dessas tecnologias.

sábado, 20 de março de 2010

A fertilização dos oceanos com ferro foi proposta como uma forma de enfrentar as mudanças climáticas.


A fertilização dos oceanos com ferro foi proposta como uma forma de enfrentar as mudanças climáticas.
A ideia é de que o ferro promove o crescimento do fitoplâncton, que remove o dióxido de carbono da atmosfera através da fotossíntese. Quando o fitoplâncton morre e afunda, o carbono é isolado no fundo do oceano.
O entusiasmo com a ideia vem diminuindo, em parte devido à preocupação com a manipulação em larga escala dos ecossistemas marítimos.
Um estudo recente, publicado na revista científica "The Proceedings of the National Academy of Sciences" aponta para um risco específico: com a promoção do crescimento de certos organismos, o enriquecimento do ferro pode resultar na produção de uma neurotoxina, o que traria prejuízos ao meio ambiente.
Charles G. Trick e sua equipe, da Universidade Western Ontario, estudaram várias espécies de diatomáceas (organismos unicelulares) do gênero Pseudo-nitzschia.
Tóxico - Estes organismos produzem ácido domoico - aminoácido raro -, utilizado para ajudar no crescimento. Porém, este ácido é tóxico para muitos organismos, inclusive mamíferos aquáticos e seres humanos.
As grandes florescências de Pseudo-nitzschia nas águas costeiras causaram o envenenamento de leões marinhos que se alimentam de moluscos contaminados.
Alguns estudos haviam sugerido que, no meio do oceano, as diatomáceas não produzem a toxina. Mas Trick disse que o trabalho de sua equipe prova que essas pesquisas anteriores estavam incorretas.
As Pseudo-nitzschia colhidas no meio do oceano e sujeitas às experiências a bordo do barco de pesquisas produziram uma grande quantidade de ácido domoico. "Descobrimos que há muita toxina lá", disse ele. "Caso semeássemos com ferro, a quantidade de toxina aumentaria."
Os pesquisadores encontraram provas de que o aumento da produção de ácido domoico permitiu que as Pseudo-nitzschia invadissem outros fitoplânctons. "É mais tóxico do que antes e está presente em maior quantidade", afirmou Trick.

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 19 de março de 2010

Expansão mundial de energia eólica continua apesar de reflexos da crise econômica

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council) divulgou em fevereiro os números do avanço de projetos de energia eólica no mundo em 2009. A capacidade instalada cresceu 31% em 2009, passando de 120, 8 GW para 157,9 GW (ou 157.900 MW). Estes números têm superado as projeções mais otimistas do Greenpeace e surpreendido inclusive até mesmo a indústria eólica.
O crescimento representa cerca de três usinas de Itaipu e aconteceu em grande parte na China, que acrescentou 13 GW e dobrou sua capacidade instalada pelo terceiro ano seguido. Os Estados Unidos vieram com a segunda maior contribuição, de 9,9 GW, e seguem como o país com maior capacidade de energia eólica no mundo, com 35 GW. A Europa instalou 10,5 GW no ano passado, liderados por Espanha (2,5 GW) e Alemanha (1,9 GW).
"A continuidade do rápido crescimento da energia eólica, apesar da crise financeira e da recessão econômica é uma prova da capacidade de atratividade desta tecnologia limpa, confiável e rápida de instalar. A energia eólica se tornou a fonte que mais cresce em cada vez mais países do mundo", disse Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC. "Apesar da falta de consenso nas negociações de Copenhague, a energia eólica continuou a crescer graças a políticas energéticas nacionais em seus principais mercados", disse ele.
O mercado global de turbinas eólicas movimento cerca de 63 bilhões de dólares em 2009, empregando cerca de meio milhão de pessoas ao redor do mundo, de acordo com a GWEC. Os 157,9 GW de capacidade instalada economizam cerca de 204 milhões de toneladas equivalentes de carbono por ano. Estes números não deixam dúvidas de que a energia eólica é a escolha certa tanto para a economia, quanto para o clima.
O Brasil, que havia fechado 2008 com 400 MW instalados, agora conta com 660 MW de capacidade instalada. A conclusão das usinas contratadas pelo Proinfa (Programa Nacional de Incentivo às Fontes Alternativas) e o impulso dado pelo primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, devem elevar este número a 3 mil MW em 2012.
“O Brasil tem todas as condições de aproveitar seu gigantesco potencial eólico e posicionar-se entre os países de maiores gerações no mundo. Para tanto, o Greenpeace vem trabalhando no fortalecimento das políticas energéticas para novas fontes renováveis no país e pede a realização de leilões anuais de 1000 MW para a fonte eólica.” declarou Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

Fonte: Greenpeace

Seminário apresenta substância para substituir gases nocivos à camada de ozônio

O bem-sucedido modelo que reduziu em mais de 95% o lançamento na atmosfera de Clorofluorcarbono (CFC), gás que destrói a Camada de Ozônio, já começou a ser aplicado para eliminar do mercado os seus substitutos, os Hidroclofluorcarbonos, HCFCs, utilizado em larga escala nos refrigeradores, ar-condicionados e na indústria de plásticos. Mesmo com potencial agressivo 50 vezes menor, os HCFCs terão que ser banidos dos processos industriais até 2040, segundo determina o Protocolo de Montreal, do qual o Brasil é signatário.
O Ministério do Meio Ambiente apresenta, na próxima terça-feira (23), em Curitiba (PR), o resultado de 16 experiências brasileiras e mexicanas de substituição dos HCFCs por Formiato de Metila. A substância é uma das alternativas para a redução de emissões de gases prejudiciais à camada de ozônio. Setores envolvidos com a fabricação de bens de consumo que contêm os HCFCs em sua formulação vão conhecer e discutir a viabilidade econômica, a segurança, os riscos à saúde e questões técnicas que envolvem aplicação da nova tecnologia.
Os HCFCs chegaram ao mercado consumidor na década de 80 como alternativa ao uso dos CFCs. Eram a melhor opção disponível por serem mais práticos e baratos, não exigindo grandes adaptações na produção. Somado ao seu menor potencial de impacto na camada de ozônio, foram prontamente adotados. Porém, o Protocolo modificou os prazos e atualmente prevê a paralisação em 2013 dos níveis de consumo e, a partir de 2015, a redução de 10%, de sua aplicação nos processos industriais.
Participam do Seminário Internacional na capital paranaense, empresas total ou parcialmente nacionais. Potenciais candidatas à utilização dos recursos do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal para conversão de seus processos industriais que utilizem HCFCs, se reúnem com membros da secretaria executiva do organismo e representantes de Unidades de Ozônio dos países membros do Protocolo. Segundo a Coordenação de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, são realizadas reuniões anuais com o mercado para a busca de soluções de substituição, já que essa é uma exigência do acordo internacional.
Algumas alternativas ao gás já estão à disposição no mercado. O Projeto Piloto de Tecnologias Livres de HCFCs pretende incluir o Formiato de Metila nesse rol. A substância tem características que atendem principalmente à aplicação como alternativa nos processos de fabricação de espuma de Poliuretano (PU). Este tipo de plástico está no ciclo de produção de vários bens de consumo domésticos e industriais, sendo usado também como gás propelente em alguns tipos de aerosol. Esses setores estão obrigados a fazer a sua substituição gradativa.

Fonte: MMA

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vulcões submarinos são essenciais para o clima, dizem cientistas

Em publicação da Nature Geoscience, um estudo do Centro de Pesquisa Cooperativa sobre o Clima e os Ecossistemas Antárticos, na Tasmânia, afirma que os vulcões subterrâneos são essenciais para o equilíbrio do clima.
De acordo com cientistas australianos e franceses “uma ampla rede de vulcões submarinos bombeando água rica em nutrientes para o oceano Meridional exerce um importante papel na absorção de grandes quantidades de dióxido de carbono, funcionando assim como um freio para a mudança climática” Eles demonstraram pela primeira vez que os vulcões são uma importante origem do ferro que o fitoplâncton (plantas unicelulares) usa como alimento, absorvendo o CO2 nesse processo.
Os oceanos absorvem cerca de 1/4 do CO2 resultante da queima humana de combustíveis fósseis e do desmatamento. O trecho de oceano entre Austrália e Antártida esta entre as maiores "fossas de carbono".
O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar do oceano. Quando esses organismos morrem ou são comidos, levam consigo grandes quantidades de carbono, que acabam absorvidas pelo leito marinho, armazenando o carbono durante séculos.
Vários estudos já mostraram que os vulcões submarinos liberam ferro, "mas nenhum estudo levou em conta isso em um nível global nem considerou sua importância para o armazenamento de carbono no oceano Meridional", disse à Reuters Andrew Bowie, do Centro de Pesquisa Cooperativa sobre o Clima e os Ecossistemas Antárticos, na Tasmânia, um dos autores do estudo.
Os vulcões estão espalhados ao longo de cordilheiras marítimas que marcam o limite entre grandes placas tectônicas. O estudo se baseou em medições de quanto ferro existe no oceano Meridional a profundidades de até 4.000 metros.
O oceano Meridional em geral é pobre em ferro, o que dificulta o crescimento do microplâncton. Os cientistas já sabiam que o ferro pode ser soprado pelo vento ou ser originário de sedimentos litorâneos, mas essas são fontes variáveis.
Já o ferro dos vulcões profundos, segundo o estudo, é relativamente constante e responde por 5 a 15 por cento do armazenamento de carbono no oceano Meridional, chegando em algumas regiões a 30 por cento.
Isso significa que os nutrientes do vulcão podem servir de anteparo quando outras fontes, como a poeira trazida pelo vento, variam.
O ex-vice presidente dos EUA e ativista ambiental Al Gore ainda acredita que "podemos solucionar completamente a crise do clima, com folga", apesar do fracasso da conferência de Copenhague no fim de 2009.
É o que ele afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (15) e concedida ao jornalista Marcelo Leite.
O subtítulo do novo livro de Gore é "Um Plano para Solucionar a Crise Climática". Agora o "apóstolo" se volta para as sugestões compiladas em 30 "cúpulas de soluções" que organizou nos últimos três anos pelo mundo afora.
Sua fé renovada se ancora na tecnologia. Máquinas como o satélite Triana/DSCOVR, congelado por Bush anos a fio, revelariam aos olhos de todos a verdade sobre a saúde combalida da Terra.
Redes inteligentes para transmissão de eletricidade permitirão administrar a sazonalidade e a intermitência das fontes renováveis de energia mais promissoras - eólica, de biomassa e solar.
Por vida das dúvidas, Gore continua acreditando no poder do cinema para converter os céticos. Adorou "Avatar", de James Cameron, "uma poderosa metáfora" sobre a força irresistível da natureza.
Nos dias 26 e 27 ele estará com o diretor em Manaus, para palestras no Fórum Internacional de Sustentabilidade.

Fonte: Folha Online

“Arca de Noé verde” no Ártico supera 500 mil espécies

“Arca de Noé verde” no Ártico supera 500 mil espécies



O banco de sementes instalado sob uma montanha de Longyearbyen, capital do arquipélago norueguês situado a quase 1.000 km do pólo Norte. Popularmente conhecida como a "Arca de Noé verde", o banco de sementes, superou a barreira de 500 mil espécies e de acordo com os administradores, se tornou a coleção de sementes mais variada do mundo.

A reserva de sementes é destinada a proteger a biodiversidade vegetal ameaçada pelas mudanças climáticas, as guerras e as catástrofes naturais. E nesta última quinta-feira (11), recebeu em particular as sementes de um feijão silvestre da Costa Rica, que resiste a um fungo devastador, e as de um morango silvestre recolhido na margem de um vulcão das ilhas russas Sakhalin, após uma expedição de três dias em uma região cercada por ursos.

Em um comunicado, Cary Fowler, diretor do Fundo Mundial pela Diversidade dos Cultivos (GCDT), afirmou que "chegar ao meio milhão provoca emoções variadas porque, se isto mostra que o banco de sementes de Svalbard é agora a medida de referência da diversidade, o acontecimento ocorre também em um momento em que nossa agricultura está por um fio. Se as espécies vegetais e a agricultura não se adaptarem às mudanças climáticas, a humanidade também não poderá fazê-lo",

Esta reserva de sementes funciona como uma rede de segurança: conserva em condições ótimas, a -18ºC, o dobro de grãos armazenados em 1.400 bancos de genes existentes, os quais nem sempre estão em bom estado. A reserva pode receber até 4,5 milhões de amostras, que continuam sendo propriedade dos que as depositaram. Mas não deixam de ser de certa forma, de toda a humanidade.

Setor químico defende o uso das sacolas plásticas, já o governo e supermercados desestimulam o uso

Demorou, mas as grandes redes de supermercados estão tendo atitudes decisivas no uso das sacolas plásticas no Brasil.


A rede de supermercados Walmart lançou nesta sexta-feira (12) um programa de caixas preferenciais e descontos simbólicos ao consumidor que utilize sacolas retornáveis. Para cada sacola plástica que o cliente deixar de usar ou cinco itens adquiridos (quantidade média de produtos embalados em uma sacola, segundo estudo do Instituto Akatu), será dado R$ 0,03 de desconto (valor este que corresponde ao custo unitário de cada sacola). Sendo assim, numa compra de 200 itens, o cliente ganhará R$ 1,20. O projeto é ainda piloto, tendo apenas três lojas na campanha, mas a previsão é de atingir todas as 436 unidades da rede em dois meses.

Outra empresa que aderiu a idéia do NÃO as sacolas plásticas em evento com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, nesta segunda-feira (15) foi à rede de supermercados Carrefour que prometeu oficialmente que interromperia em quatro anos o uso de sacolas plásticas.

Estas iniciativas têm gerado discussão com o setor químico, que discorda das ações. O engenheiro químico Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastvida Instituto Socioambiental dos Plásticos - entidade que representa institucionalmente o setor - afirmou que o uso das sacolas plásticas não pode ser proibido. "Não há alternativas consistentes para substituir as sacolas plásticas, que são reutilizáveis e 100% recicláveis". Ele afirmou, ainda assim, ser a favor das sacolas retornáveis e das sacolas biodegradáveis, mas que a opção deve ser sempre do consumidor, até porque muitos as utilizam como saco de lixo. Além disso, defende que o produto seja utilizado de forma consciente e que sejam seguidas as normas técnicas ABNT para sacolas de qualidade, para evitar o desperdício.

Eu, como gestora ambiental e ambientalista, discordo dos argumentos levantados pelo Engenheiro Químico sobre não haver alternativas consistentes, alternativas já existem, até por que antes não haviam sacolas plásticas e a sociedade vivia sem maiores problemas. E por que não dizer nos dias de hoje, as sacolas ecológicas ou ecobags que a cada dia são mais modernas e resistentes. Afinal, ela pode ser reutilizada infinita vezes.

Outra alternativa seriam as caixas de papelão que chegam os produtos, alguns supermercados já adotam essa prática, até por que o tempo de decomposição deste material na natureza é incomparável em relação ao plástico.

Carlos Minc anunciou que desde o início da campanha Saco é um Saco, em 5 de junho de 2009, Dia Mundial do Meio Ambiente, o brasileiro deixou de utilizar de 600 milhões a 800 milhões de sacolas plásticas. O Brasil utiliza cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais por ano, segundo estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Soluções estão aparecendo para combater o problema das sacolas plásticas no mundo, basta que cada cidadão faça a sua parte. Assim, 200 diferentes espécies marinhas, incluindo baleias, golfinho e tartarugas poderão tirar de seu cardápio as maléficas sacolas plásticas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Unicamp cria conversor para ligar painéis solares à rede elétrica

Engenheiros da Unicamp criaram o primeiro conversor eletrônico brasileiro capaz de conectar painéis solares diretamente à rede elétrica, o que deverá inaugurar uma nova etapa no aproveitamento da energia solar no país.
O conversor eletrônico de potência trifásico tem um grau de eficiência de 85%. Os primeiros testes foram realizados entre dezembro e janeiro no Laboratório de Hidrogênio (LH2) da Unicamp, onde já funciona uma planta-piloto de geradores alternativos conectada à rede da CPFL Paulista.
De acordo com Ernesto Ruppert Filho, que desenvolveu o conversor juntamente com seu colega Marcelo Gradella Villalva, não se tem notícia até o momento de nenhum outro conversor eletrônico similar no Brasil.
Substituição de importações - O protótipo foi testado com êxito numa instalação de painéis solares com capacidade de 7,5 kW. "Este conversor substituiu plenamente, durante o período de testes, os três conversores eletrônicos monofásicos adquiridos da empresa alemã SMA, que estão atualmente ligados a esses painéis solares", afirmou o professor.
Diante dos resultados promissores, o próximo passo é buscar parceiros interessados na industrialização do conversor.
Ainda que o protótipo tenha consumido R$ 15 mil, os pesquisadores calculam que, em escala industrial de produção, o conversor poderá alcançar um custo final aproximado de R$ 10 mil.
"Existem alguns componentes que poderiam custar muito menos, caso já estivéssemos em escala industrial. Se compararmos o custo final de R$ 10 mil com o custo do conversor importado, isso significa uma redução de um terço. É realmente muito vantajoso nacionalizar essa tecnologia," assegurou o pesquisador.
Conversor de potência - Villalva explica que todas as fontes renováveis de energia necessitam de algum tipo de conversor eletrônico de potência para permitir o aproveitamento adequado da energia elétrica produzida.
Os painéis solares fotovoltaicos geram energia elétrica na forma de corrente contínua, diferente da rede elétrica, que possui corrente alternada. O papel do conversor é transformar a corrente da forma contínua para a alternada.
Não existem equipamentos nacionais com esta finalidade para uso com painéis fotovoltaicos, o que causa uma dependência de tecnologia importada, como é o caso dos conversores alemães instalados no LH2. "Por este motivo resolvemos desenvolver um equipamento nacional. Atingimos a eficiência de 85%, no entanto o objetivo agora é chegar aos 90% para alcançar a tecnologia alemã," diz Villalva.
Entraves para a energia solar - Além do elevado custo dos painéis solares fotovoltaicos, ainda não se criou no Brasil a cultura da geração distribuída de energia. "Isso não foi ainda devidamente regulamentado para pequenos produtores," afirma o pesquisador. Nos países mais avançados é possível ter em casa um painel solar e um conversor eletrônico gerando energia junto com a rede elétrica.
A tendência mundial aponta para o uso de geradores alternativos - sejam solares, a células de combustível ou mesmo biogás - em escala residencial. O eventual excesso de energia gerada, depois de suprida a demanda da própria residência, poderá ser comercializada com as concessionárias de energia.
O conversor agora fabricado na Unicamp oferece o suporte tecnológico para que essa realidade possa começar a ser construída no Brasil. "Se não tivermos um produto próprio com tecnologia nacional, vamos continuar importando dos Estados Unidos e da Alemanha. Portanto, o gargalo está na tecnologia cara dos painéis, na inexistência de um mercado que force o barateamento dessa tecnologia no país e, por último, a ausência de tecnologia nacional de conversores eletrônicos." garantiu Villalva.
Matriz energética limpa - Além disso, o pesquisador menciona a necessidade de uma política de incentivo às fontes alternativas de energia. Há diversos projetos de lei tramitando no Legislativo a esse respeito. Quando realmente aprovados, o Brasil terá condições de se tornar um país com uma matriz energética inteiramente à base de energia limpa.
"No estado atual, isso não existe. Existem pequenos projetos, porém isolados. Não há uma massificação da energia alternativa limpa e isso é uma coisa desejável porque dispomos de muito sol e vento", disse. A energia eólica no Brasil tampouco depende apenas do vento.
Em nível mundial, a líder em tecnologia na área de energia solar é a Alemanha, onde já estão instalados 6.500 MW de geração fotovoltaica, o que significa metade da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu. Com níveis de irradiação solar superiores aos da Alemanha, o Brasil ainda tem uma geração de energia solar praticamente desprezível em sua matriz energética.
O fato de ter energia hidráulica em abundância também tem contribuído muito para a falta de investimentos em usinas de geração solar e energia eólica. Em termos de meio ambiente, contudo, a energia solar é claramente superior. A hidroeletricidade, mesmo considerada limpa, inunda grandes áreas agricultáveis e tem forte impacto sobre as populações locais.
Geração distribuída de energia - Ruppert afirma que, na Europa e nos Estados Unidos, a utilização de geradores de energia elétrica conectados à rede secundária de distribuição por pequenos consumidores individuais já é uma realidade.
A tecnologia de pequenos conversores para painéis solares fotovoltaicos é amplamente empregada e divulgada nesses países. Consumidores são incentivados e subsidiados por agências governamentais para a instalação de sistemas de geração residenciais conectados à rede elétrica.
Painéis solares e conversores eletrônicos para a conexão com a rede são produtos facilmente encontrados no comércio e acessíveis ao grande público nos países desenvolvidos.
Além das vantagens para o usuário, que passa a gerar sua própria energia, módulos fotovoltaicos com pequenos conversores eletrônicos de potência descentralizam o processamento da energia, diminuem custos e reduzem o risco de todo o sistema elétrico.
Integração dos painéis solares nos edifícios - Pequenos conjuntos de geradores fotovoltaicos podem ser instalados em qualquer ambiente em que haja incidência de raios solares, sem demandar áreas específicas, podendo ocupar telhados ou paredes.
"A integração dos painéis solares com a arquitetura predial é hoje uma prática comum e que rende bons resultados estéticos, ambientais e econômicos, pela energia elétrica gerada e pela redução dos custos de construção. Os módulos fotovoltaicos podem ser utilizados como elementos de acabamento arquitetônico, tornando seu uso ainda mais interessante", disse Ruppert.
Esses módulos podem ser instalados em quaisquer tipos de construções, como residências, condomínios, escolas, creches, hospitais e outros locais públicos, uma vez que não há grandes restrições de espaço para instalação e não há emissão de ruídos, resíduos, ou qualquer tipo de poluição.
No caso brasileiro, o professor aponta que o melhor aproveitamento da energia solar depende basicamente de dois fatores. Primeiro, da regulamentação e da atitude do governo para abraçar a geração fotovoltaica. E, segundo, do interesse da iniciativa privada em fazer os investimentos.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Memórias de computador ficam mais verdes tirando proveito do calor

As flutuações termais aleatórias nas memórias magnéticas, até agora consideradas um problema, podem ser manipuladas para reduzir a energia necessária para o armazenamento digital de informações.
Este é o resultado de uma pesquisa inédita feita por pesquisadores da Universidade de Gottingen, na Alemanha, e do MIT, nos Estados Unidos.
O desenvolvimento poderá viabilizar a fabricação de memórias de computador que operem com um gasto de energia significativamente menor do que as memórias atuais.
O problema do calor - O calor é geralmente um problema quando se trata do armazenamento de dados digitais. No nível microscópico, as moléculas e os átomos de qualquer material, a uma temperatura acima do zero absoluto, estão em constante movimento, colidindo uns com os outros.
Como as memórias magnéticas dependem do controle e da medição precisa da orientação de minúsculas partículas magnéticas, os empurrões que os átomos e as moléculas vão dando uns nos outros conforme os componentes se aquecem acabam por danificar os dados.
Esses problemas térmicos tornam-se uma preocupação ainda maior à medida que os engenheiros tentam construir memórias magnéticas mais rápidas e mais adensadas.
Aproveitando o calor - Mas o calor não é de todo ruim, de acordo com esta nova pesquisa, na qual os cientistas demonstraram que os movimentos térmicos aleatórios podem ser úteis para a gravação dos dados magnéticos.
Essencialmente, eles descobriram que a aplicação de uma corrente elétrica que seria fraca demais para gravar alguma coisa na memória, ainda assim pode ser eficaz para o registro da informação porque o movimento térmico dá um impulso adicional para ajudar a orientar as partículas magnéticas.
Os pesquisadores confirmaram o efeito medindo as flutuações magnéticas conforme as partículas que compõem a memória estavam sendo alinhadas.
PCs verdes - Os movimentos termais são aleatórios, o que por sua vez provoca variações aleatórias no tempo que leva para as partículas magnéticas se alinharem.
O fato de que os tempos de alinhamento variam de 1 a 100 bilionésimos de segundo deixou claro que o movimento aleatório, dependente da temperatura, deve estar ajudando a inverter a magnetização das partículas.
A confirmação experimental dos efeitos termais sobre as memórias magnéticas aponta para novos esquemas de gravação de dados termicamente assistida. Isto poderá reduzir a potência necessária para armazenar as informações, ajudando na construção de futuros PCs que serão cada vez mais verdes.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Casos de sucesso ambiental

Empresas como Fiat, Pirelli, DuPont e Petrobras apresentaram, em evento, produtos e processos inovadores que preservam meio ambiente e permitem uso racional de matérias-prima.
A IX Conferência Anpei de Inovação Tecnológica terminou, na última quarta-feira (10/06), com a palestra do presidente do Intelligent Manufacturing Systems (IMS), Claudio Boer. Durante a apresentação, Boer defendeu que a cadeia de inovação deve ser apoiada em estratégias de longo prazo para ter resultados consistentes. “O sucesso está ligado a todos os níveis da empresa e, portanto, todos têm de estar envolvidos no processo de inovação”, acrescentou.
Boer afirmou que a inovação nasce em mentes inovadoras. “O pensamento criativo leva a ideias inovadoras”, observou. Segundo ele, a produção está em uma nova fase. Depois de evoluir da forma artesanal para a fabricação em massa, chegou a vez da produção customizada. “A customização em escala industrial é um novo paradigma”, afirmou o presidente da IMS, uma organização global com foco em inovação na fabricação e que tem uma rede de mais de mil pesquisadores.

Inovação contra a escassez de recursos
Os participantes do evento concluíram que há uma considerável e nunca vista consciência social no mundo, que tende a valorizar a vida, a produção, o valor agregado pelo trabalho, a eficiência e a inovação, ao invés de uma visão expansionista e consumista. Busca-se a sustentabilidade através do consumo necessário diante de recursos escassos e finitos.
No encerramento da Conferência, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) elogiou a iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) de criar a Secretaria de Inovação Tecnológica, que substitui e amplia a abrangência da Secretaria de Tecnologia Industrial, e comemorou a criação do Cartão BNDES para financiar a contratação de serviços relativos à inovação.

Casos de sucesso
Os gestores de projetos de inovação demonstraram, pelos casos apresentados durante a Conferência, que já existe um elevado grau de consciência sobre os danos causados pela falta de atenção aos efeitos da cadeia produtiva no meio ambiente. Na apresentação dos casos de sucesso dos setores de energia, químico, petroquímico, metalmecânico, eletroeletrônico e automotivo, ficou clara a opção pela inovação sustentável.

Energia
A Tecnopuc-RS relatou os passos dados para implantação da planta-piloto para fabricação de células solares e módulos fotovoltaicos com tecnologia nacional, abrangendo infraestrutura montada, processos de fabricação e resultados alcançados. Para viabilizar o projeto, a Rede Brasil de Tecnologia (Ministério de Ciência e Tecnologia – MCT) fez, em 2004, uma parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finpe), a Petrobras, a CEEE e a Eletrosul, com o objetivo de transferir a tecnologia de fabricação de células solares desenvolvida pela PUC/RS para uma linha pré-industrial, a fim de verificar sua viabilidade técnica e econômica para produção em larga escala.
Outro case da área de energia foi o da VSE, controlada por Vale, BNDESPAR e Sygma-Tec. A nova empresa está focada em aumentar a oferta energética com equipamentos e processos que permitam amenizar ou anular o dano ambiental. Neste painel também foram apresentados os cases “Células e combustível – energia limpa, sustentável e eficiente”, da Electrocell; “Descentralização Internacional de P&D – energia eólica na 3M do Brasil”, da 3M; “Uso de Lodo e estação de tratamento de efluente industrial como biomassa”, da 3M; e “Inovação para sustentabilidade de geração de valor – o caso do P&D Light”, da Light.

Celulose
A VCP elaborou seu inventário de emissões, cobrindo suas operações florestais, industriais e logísticas da unidade de Jacareí. A companhia apresentou o levantamento de todas as emissões de carbono da cadeia de produção de celulose e os resultados serviram para orientar o plano de redução de emissões da empresa, direcionando estratégias de sustentabilidade.
A Votorantim apresentou o caso “Uso de seleção assistida por marcadores na estratégia de melhoramento genético do eucalipto”, e a Aracruz mostrou seu case sobre inovação tecnológica sustentável, que aumentou em 85% a produtividade de celulose por hectare, produzindo mais com menor dispêndio de área e energia, contribuindo para a preservação de recursos naturais.

Energia e Eletrodomésticos
Projetos inovadores em cocção, refrigeração e lavanderia foram desenvolvidos pelos três centros de tecnologia da Whirlpool Latin America, que é representada, no Brasil, pelas marcas Brastemp, Consul e KitchenAid. Segundo levantamento da empresa, a Whirlpool registrou 721 pedidos de patentes no Brasil e no exterior até fevereiro de 2008. Suas ações de responsabilidade social e ambiental resultaram em programas como o Projeto Ozônio, que promove o recolhimento de gases refrigerantes usados em freezers, refrigeradores e condicionadores de ar.
A empresa, uma das maiores detentoras de Selos Procel de Eficiência Energética, adotou um programa de logística reversa para reciclagem de eletrodomésticos.
O laboratório LABELO, da PUC/RS, apresentou um case sobre o apoio da universidade na redução do desperdício de energia dos produtos elétricos fabricados no Brasil.

Automotivo
O centro da Pirelli em Santo André, no ABC paulista, desenvolve os pneus para as montadoras atendidas pela empresa no continente americano, incluindo os Estados Unidos. “Testamos mais de 30 mil pneus por ano”, diz Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia. “O mercado nunca esteve tão atento à sustentabilidade. Isso mudou totalmente o trabalho de P&D.”
Segundo o executivo, o pneu é responsável por 20% do gasto de combustível do veículo. “Desenvolvemos um pneu verde, com menor resistência à rolagem, que permite a economia de 5% de combustível na estrada, quando o carro está a 100, 110 quilômetros por hora, sem afetar a segurança e sem dispersar na natureza elementos contaminantes”, informou.
O diretor da Pirelli apontou que, atualmente, os veículos geram em média 160 gramas de dióxido de carbono por quilômetro rodado. A União Europeia tem como meta chegar a 120 gramas até 2015.
A Pirelli tem cinco fábricas no País. Em seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em Sumaré (SP), atuam 180 pessoas. Anualmente são testados mais de 30 mil pneus, o que corresponde a mais de 10 mil quilômetros rodados. Em 2008, a empresa obteve 63 novas homologações e neste ano, já há mais de 60 novos projetos em desenvolvimento.
Preocupada com a geração de CO² na produção, a Pirelli busca fontes alternativas de energia, como a sílica, e pesquisa o uso de matérias-primas renováveis como extração de borracha de algas e obtenção de sílica de casca de arroz. A Pirelli também promove estudos para redução do peso do pneu, que tem impacto em toda a cadeia produtiva.
A empresa se preocupa também com o pós-consumo, para que o pneu, ao invés de se tornar um lixo inconveniente, possa ainda trazer benefícios no momento de seu descarte.
Outro case de sucesso foi o projeto Flex Star, da Bosch, que é um sistema de gerenciamento de partida acionado eletronicamente, levando em conta as condições de operação do motor e a temperatura ambiental. O reservatório de gasolina dos veículos a álcool foi eliminado, o que levou à redução de 40% na emissão de poluentes.

Químico
A Rhodia apresentou três casos de sucesso no setor químico, com destaque para o desenvolvimento de sistemas com polímeros especiais que, aplicados a superfícies rígidas, impedem a deposição de sujeira, facilitando a limpeza no local e diminuindo o consumo de água. O produto é atualmente utilizado pela Rhodia Internacional em países europeus e norte-americanos.
Outro projeto apresentado pela Rhodia foi o fio Emana, uma inovação de caráter inédito no mundo. Trata-se de um fio produzido com base em poliamida 66 (PA66), um tecido com propriedades que proporcionam o bem-estar, por meio da estimulação do metabolismo da pele e regiões adjacentes. O mecanismo de ação do produto envolve a absorção/emissão de ondas na região do infravermelho longo, ativadas pela transmissão de temperatura ao contato com o corpo humano. A absorção/emissão de infravermelho promovida pelo tecido em contato com a pele promove uma interação benéfica com o organismo, promovendo uma melhoria da circulação periférica no local em que o tecido é utilizado por um período prolongado.
A Fosfértil mostrou, em seu case, a importância dos catalisadores secundários para a redução de 80% da emissão gasosa de óxido nitroso (N²O) nas duas plantas de ácido nítrico da empresa, enquanto a Oxiteno apresentou seus estudos em campos inovadores como, por exemplo, a aplicação de tensoativos em nanotecnologia de dispersões e compostos de materiais poliméricos. A Corn Products Brasil desenvolveu, em parceria com a BASF S.A, a resina EcobrasTM, totalmente biodegradável e compostável, que possibilita também a economia de energia.

Petroquímico
A Braskem apresentou o Projeto Ecobraskem, cujo objetivo é racionalizar o consumo de água e energia na Unidade de Insumos Básicos da empresa (UNIB-BA) e, ao mesmo tempo, gerar efluentes. A UNIB-BA utilizava o equivalente a 1% do consumo energético nacional. Desenvolvido juntamente com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o projeto levará a unidade industrial a outro patamar de ecoficiência, com redução de consumo de água e energia.
A Altus apresentou um case sobre a implantação, na Floresta Amazônica, do gasoduto de 662 km da Petrobras, o Urucu-Manaus, que envolveu as áreas de automação, instrumentação, logística, telecomunicações e energia elétrica. A Innova-CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobrás) mostrou o desenvolvimento da HIPS, um novo tipo de resina termoplástica de poliestireno de alto impacto, que pode ser utilizada nos segmentos de embalagem, refrigeração e eletroeletrônicos.

Metalmecânico
A WEG mostrou seu projeto de substituição gradativa do ferro gusa por sucata de aço na produção de ferro fundido cinzento, que é utilizado na fabricação de carcaças e tampas para seus motores. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento sustentável com o aumento do uso do resíduo e a diminuição dos impactos ambientais. Atualmente, a empresa processa, a cada mês, uma média de 8,1 mil toneladas de ferro fundido, que produzem, em média, 5,6 mil toneladas de sucata de aço.
A Ciser apresentou seu projeto de soluções em componentes de fixação. Um dos produtos resultantes desse trabalho foi o Tenex, um fixador inteligente de tensão que pode ser aplicado ao setor de construções metálicas. Outras iniciativas da empresa são o Centro Tecnológico, que é referência no estudo de juntas, o Projeto de Preservação de Nascentes do Rio Quiriri e o Projeto Elos da Aliança.

Sustentabilidade
A Embraco apresentou duas tecnologias de produtos e processos de fabricação de compressores, a Embraco VVC e Embraco CO2. A primeira possibilita a redução em até 40% o consumo de energia de refrigeradores e freezers e a segunda, para operações em altas pressões. A empresa mostrou também seu Programa de Valorização da Diversidade.
A DuPont Guarulhos apresentou o Green Thinking, criado para contribuir com a preservação ambiental e tornar-se referência no segmento para clientes e fornecedores. Já a Nokia apresentou o NDG (Nokia Data Gathering), solução tecnológica para coleta de dados, em tempo real, que colabora para diminuição do uso de papel e gastos com transporte, permitindo respostas rápidas à crises e ações de prevenção de epidemias.
A BWE falou sobre o lançamento do W-33, o primeiro produto biodegradável, renovável, sustentável e de origem vegetal no mundo para o tratamento de águas de refrigeração, e a Perenne apresentou um case sobre técnica de reuso da água, que inclui processos de separação por membranas, cada vez mais utilizados em estações de tratamento de águas industriais. A a Petrobras/CENPES mostrou os projetos de responsabilidade ambiental nas Unidades de Coqueamento Retardado da empresa.
Ao fazer o próprio inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), a Celulose Irani conseguiu neutralizar o processo, o que a transformou de devedora a credora de créditos de carbono emitidos pelo Protocolo de Kyoto. A empresa, que já tem a certificação Carbono Neutro graças ao plantio e ao manejo florestal realizados com responsabilidade ambiental e graças à execução de projetos segundo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Organização das Nações Unidas (ONU), também é pioneira com o projeto Irani Wastewater Methane Avoidance Project , primeiro no mundo em tratamento totalmente aeróbico de efluentes, aprovado pela ONU.
A Dedini, que é líder mundial no fornecimento de tecnologias e soluções para o setor sucroalcooleiro, já conta com projetos de ponta visando à sustentabilidade. A empresa propõe um novo conceito de usinas de açúcar e etanol, que gere receita com menos insumos e, conseqüentemente, com menor emissão de gases de efeito estufa e de efluentes, além de preservar a integridade física das pessoas envolvidas a partir de equipamentos mais seguros.
Na área automotiva, a Fiat mostrou o Fiat Concept Car II (FCC II) totalmente desenvolvido no Pólo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, em Betim (MG), símbolo das novas soluções de mobilidade com materiais alternativos, reutilizáveis e não poluentes. O motor elétrico é alimentado por 93 baterias de íon lítio, que podem ser recarregadas em qualquer tomada 220V. Com autonomia de até 100 km, desenvolve 59 kW (80,2cv) e torque máximo de 220 Nm (22,9kgfm). O carro utiliza transmissão Dualogic e o sistema de bloqueio de diferencial Locker. A carroceria é de fibras naturais de fontes renováveis para ter menor impacto ao meio ambiente e da nanotecnologia para fazer peças mais leves e resistentes. Os painéis de carroceria, como o capô, por exemplo, foram injetados em composto com nanoargila, e a chave de fenda que acompanha o kit de ferramentas foi injetada em plástico reciclado com fibras de curauá e sisal. Peças como reparos, discos de freio, molas e montantes de suspensão receberam revestimentos organometálicos isentos de metais pesados. A espuma que reveste os bancos foi feita com 30% de poliol de óleo de soja reciclado.
Além das companhias, as associações e entidades também fizeram sua contribuição no painel. A Serasa apresentou o Relatório de Responsabilidade Ambiental, que tem como objetivo mensurar o comprometimento das empresas brasileiras com as questões relacionadas ao meio-ambiente, e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) do Acre destacou o investimento das indústrias madereira e moveleira na preservação florestal, garantindo matéria-prima abundante e de qualidade e o aproveitamento total da madeira, sem deixar resíduos. A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI), do Amazonas, apresentou o equipamento modular para tratamento de esgotos e o programa Design Tropical da Amazônia.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) falou sobre seu Programa de Inovação Tecnológica, que culminou no desenvolvimento, entre 2005 e 2007, de 527 produtos e processos, com 192 projetos em andamento. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Distrito Federal mostrou a metodologia de redução de custos e de impactos ambientais negativos e de aumento de produtividade. Já o Sebrae-SP apresentou a experiência de implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) para tornar micro e pequenas empresas mais eficientes e competitivas.
Por fim, a Inova Unicamp e a Contech apresentaram um case sobre busca por tecnologias limpas que beneficiem o meio ambiente, resultando na formulação de novas soluções para a redução do impacto de efluentes industriais nocivos ao ecossistema.

Fonte: Anpei

Proposta para reconstruir rapidamente o Haiti e países devastados por teremotos

O Haiti se localiza numa área onde a crosta terrestre é muito frágil, de pouca espessura, ficando o País sobre uma falha geológica que sempre trará surpresas a população com terremotos de maior ou menor intensidade.


As construções e obras civis têm que prever e prevenir possíveis acidentes naturais deste tipo. Mas, construções capazes de resistir a abalos sísmicos são de altos custos, podendo chegar ao dobro dos custos de uma estrutura de uma construção civil comum. Os japoneses optaram por esse tipo de construção civil, por isso, os abalos sísmicos, bastante freqüentes no Japão, há algum tempo, não têm causado perdas materiais, muito menos, perdas de vidas.

Por motivos óbvios, não podemos comparar o Japão com o Haiti.

O Haiti está numa emergência sem precedentes e precisa de construções civis que possam ser construídas com rapidez, mas que representem segurança à população já tão sofrida.

Nossa proposta é que as construções civis, principalmente as moradias, sejam construídas em aço, utilizando-se para esse fim container utilizados em transportes de carga.

Esse tipo de equipamento tem um tempo de uso limitado porque sofre grandes desgastes, devido a corrosão e a fadiga do material, por isso, poderão ser adquiridos a baixo custo, como sucata.

Ainda que se utilizem materiais novos, as construções com emprego de containers ficarão num custo bem abaixo do que o da construção civil tradicional, cerca de 10 a 20% apenas do custo de uma construção civil convencional. O isolamento térmico e acústico é muito simples, podendo ser utilizado para isso papelão ou isopor desde que seja feita no interior do container.

Vantagens da utilização dos contêiner:

a) São a prova de terremoto, não desabam em hipótese nenhuma.

b) Pode-se construir até três andares, o contêiner é estruturado apresentando bastante resistência mecânica.

c) As construções com contêiner serão rápidas e econômicas.

d) O acabamento das construções, a parte de arquitetura, não precisará ser diferente da construção tradicional.

e) A proteção térmica e a acústica deverá ser feita do lado de dentro do container.

f) Deverá ser pintado externamente com tinta epóxi para prevenir a oxidação (ferrugem).

g) Não precisará de acabamento para o telhado. A chapa pintada em epóxi substituirá o telhado.

h) As portas e janelas poderão ser “recortadas” do próprio container.



i) Dispensará fundações, bastando apenas compactação do terreno onde irá ser assentado o container.



j) A casa ou qualquer outra construção poderá ser construída em chapa de aço estruturado seguindo-se o princípio da resistência do material utilizado na fabricação do container. Portanto, não precisa ser o container propriamente dito.





Antonio Germano Gomes Pinto

quarta-feira, 10 de março de 2010

Reflexão artigo "A única saída para o Efeito Estufa"

Comparando ao que era a Terra no início do século XX, vemos hoje um planeta imundo. As ações antrópicas visando sempre poder e crescimento econômico fez e faz até os dias atuais com que o homem destrua as florestas, polua as águas, polua o ar, além de exterminar centenas de espécies de nossa fauna e flora, e em conseqüência de suas inúmeras ações, abriu um buraco na camada de ozônio e potencializou o fenômeno natural do Efeito Estufa, causando assim, o temido Aquecimento Global.

As ações antrópicas que influenciam significadamente o meio ambiente, e conseqüentemente a qualidade de vida das pessoas, têm se mostrado não somente em ações diretas como a destruição de recursos naturais, mas principalmente em ações indiretas, tal como: se recusar a buscar um crescimento sustentável, exceto se houver cobrança passível de multa ou simplesmente ser indiferente ao problema e não colaborar e cobrar de nossos representantes uma legislação que busque e obrigue ações e atitudes para revertermos o atual quadro.
O desenvolvimento da humanidade deixou um rastro de destruição ambiental. A população do mundo quadruplicou nos últimos 100 anos, a produção industrial e a agricultura expandiram-se e os carros e fábricas lançam no ar toneladas de poluentes. Nada disso acontece de graça. O tempo mostrou, contudo, que é possível crescer – e enriquecer – com responsabilidade ambiental. Como a proteção ao meio ambiente custa caro, as empresas só passaram a realizar despesas nessa área quando foram obrigadas por força de lei. Não bastava possuir a tecnologia. Era preciso um governo sério que cumprisse sua missão de fiscalizar sem se corromper e uma sociedade em que as pessoas pudessem exigir providências da autoridade. Ou seja, a proteção ambiental depende diretamente da democracia. Tanto que podemos ver que os países menos desenvolvidos são os principais a sofrerem com a negligência de seus governantes para questões ambientais, e sofrem também com as conseqüências climáticas que vemos diariamente.
Seria então a democracia a salvação da humanidade para resolvermos os problemas ambientais? Não, por mais que haja democracia estamos rodeados de pessoas que visam interesses próprios e não há espaço em suas vidas para se dedicar e se preocupar com a qualidade de vida e o meio ambiente com uma estimativa a médio e longo prazo. Faz parte da população o pensamento egoísta, por que devo me preocupar se a água potável vai acabar no mundo? Hoje tem bastante, será o suficiente para o tempo que estiver vivo! Haja vista, a questão do saneamento em nosso país. De acordo com Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o índice médio de coleta de esgoto no Brasil é de 69,7%, sendo que o tratamento atinge apenas 25%. Os números de coleta e tratamento de esgoto refletem diferenças regionais gritantes, como a região Sudeste chega a ter 91,4%, enquanto na região Norte não passa de 9%.
O maior desafio que temos a seguir é o que fazer com milhares de milhões de gases poluentes, em especial o gás carbônico que é lançado diariamente na atmosfera?
De acordo com o artigo “A única saída para o Efeito Estufa”, podemos transferir o Gás Carbônico (CO2) para as regiões abissais oceânicas, que são os depósitos naturais do carbono. Com a ajuda da energia solar, a fotossíntese e a água seria possível capturar apenas o carbono e aprisioná-lo em containers de concreto armado – de plástico ou outro material resistente à corrosão e, deve conter orifícios para entrada de água e equilíbrio das pressões internas e externas para prevenir possível esmagamentos dos containers e facilitar a submersão dos mesmos . E com ajuda de grandes embarcações seria transportado para locais submersos por ação da gravidade. Desta forma, o carbono capturado e aprisionado ficará em depósitos geológicos, e caso venha a sofrer abalos sísmicos ou acomodação de camadas, iriam soterrar estes containers, tornando-os mais seguros. De acordo com a sugestão apresentada pelo Sr. Antônio Germano podemos verificar inúmeras vantagens, conforme o mesmo listou:
- Em grandes profundidades abissais não há desenvolvimento de vida, semelhante a da superfície, capaz de gerar reações aeróbias ou anaeróbias, portando, não havendo degradação desta biomassa, não haverá geração de gases e a atmosfera estará livre da massa de gases que fatalmente seria gerado se aquela quantidade de biomassa continuasse sobre a superfície terrestre, entrasse em decomposição natural ou fosse incinerada.
- Se a cada "colheita" da biomassa se plantasse outra, gradualmente, o gás carbônico estaria sendo capturado e, indiretamente, depositado nestes depósitos geológicos sob a forma de carbono com uma conseqüente limpeza gradativa da atmosfera.
- Se a captura direta do gás carbônico se torna inviável devido as suas condição de gás, capaz de ocupar grandes volumes, desenvolver grandes pressões, além de outros riscos óbvios que não enumeraremos, vamos aprisionar o carbono, "matéria prima" geradora do referido gás, cujo excesso na atmosfera se tornou "um inimigo implacável", o principal gerador do Efeito Estufa que mais cedo ou mais tarde irá eliminar a vida animal da face da terra se não for contido.
- Os combustíveis fósseis poderiam continuar sendo explorados porque estaria havendo uma reciclagem, uma correta destinação do efluente gasoso gerado na exploração deste tipo de energia, por via indireta, sendo devolvido ao seu local de origem, às profundezas da crosta terrestre.
- Usando-se o mesmo raciocínio, a mesma lógica, a biomassa poderia ser armazenada, aproveitando-se os espaços disponíveis deixados pela exploração do petróleo. A retirada do petróleo deixa grandes vazios que são preenchidos com água.
- A mineração cria gigantescas crateras que, muitas vezes, são simplesmente abandonadas sem passarem por qualquer processo de remediação.
- As falhas geológicas, gigantescos espaços, muitas vezes continentais, poderiam ser utilizadas como depósitos de biomassa.
- De forma idêntica, poderiam ser armazenadas grandes quantidades de biomassa nas regiões desertas, sob suas areias escaldantes, locais desprovidos de água. Onde não há água não há vida, onde não há vida não há decomposição de matéria orgânica, não havendo decomposição de matéria orgânica não há formação de gases do efeito estufa.
- A mãe natureza, via carbono, forneceu tanta riqueza ao homem durante o século passado! Por que não devolver-lhe, durante este século, parte dessa riqueza, retornando parte desse carbono ao seu local de origem, de onde nunca deveria ter sido retirado, às profundezas da crosta terrestre, recompondo assim o Período Carbonífero?
- Dessa forma se fecharia um círculo, origem, exploração e destinação adequada do efluente produzido pela industrialização do petróleo.
Com o artigo “A única saída para o efeito estufa” é possível notar que além das inúmeras tecnologias sustentáveis existentes, existem tantas outras por vir. A maior dificuldade é fazer com que haja realmente um comprometimento por parte dos governantes para que possamos mudar o atual diagnóstico ambiental e, irmos à busca do verdadeiro desenvolvimento sustentável.
A pergunta final é: se existe legislação ambiental para que as empresas façam o tratamento e acondicionamento adequado de seus resíduos gerados ou não nos processos industriais, por que esta legislação não se enquadra nas indústrias petroquímicas do país? Se o slogan do Governo Federal é “Brasil um país de todos”, precisa colocar em prática tal afirmação e finalmente termos uma igualdade, ao menos na legislação.

A ÚNICA SAÍDA PARA O EFEITO ESTUFA

Soluções pAs fossas abissais oceânicas, os bolsões vazios provenientes da retirada do petróleo, as falhas geológicas, as áreas desérticas são depósitos naturais ideais para armazenamento do carbono que está "sobrando" na atmosfera e causando o efeito estufa.
Durante séculos acreditávamos serem os oceanos as lixeiras inesgotáveis e naturais do mundo, crença essa, até certo ponto, razoável, pois através das chuvas, os sais, nutrientes naturais do solo, os compostos de carbono e muitos outros resíduos vão se acumulando nos mares e oceanos, tornando-os cada vez mais saturados e suas águas cada vez mais salinas.
Mas a realidade é bem outra, os mares e oceanos são tão ou mais vulneráveis a poluição que a crosta terrestre. Suas águas precisão de luz, transparência e estarem desintoxicadas para gerarem a flora e a fauna marinhas tão necessárias à vida na terra, nos mares e nos oceanos.
As águas, mesmo as salgadas, têm a capacidade de dissolver e incorporar em suas massas gases como oxigênio, o carbônico e outros. Essa capacidade aumenta com a pressão e as baixas temperaturas. Quanto maior for a pressão e menor a temperatura, maiores serão as concentrações de dissolução daqueles gases.
Nas regiões profundas dos mares e oceanos, possivelmente devido a esses fenômenos, as quantidades de carbono "estocadas" chegaram a quantidades imensuráveis, a ponto de despertar o interesse das empresas petrolíferas na exploração destas "jazidas" de carbono. É interessante se notar o fato de que os depósitos, no caso do gás carbônico, não são mais deste tipo de gás, mas sim do metano cristalizado a que os especialistas deram um nome bastante sugestivo, chamando-o de hidratos de carbono. O gelo que queima. Esta seria a primeira descrição da "combinação" cristalizada entre moléculas de metano e moléculas de água, encontrada em regiões profundas dos oceanos. Os hidratos de metano já são considerados, pelos pesquisadores, a principal fonte de energia para o século XXI. Entretanto, a exploração desta fonte de energia pode provocar o maior desastre ecológico de todos os tempos devido à liberação do gás metano pela rápida desidratação do mesmo. As chamadas regiões abissais oceânica detêm cinqüenta e cinco por cento de todo o carbono presente no planeta Terra.
Daí vem-nos a idéia:
a) Se as regiões abissais oceânicas são os depósitos naturais do carbono, podemos aproveitar esses espaços gigantescos e ainda disponíveis para "aprisionarmos" o gás carbônico, o principal causador do efeito estufa, de forma indireta.
b) Usaremos, para esse fim, a energia solar, a fotossíntese e a água para cultivarmos gigantescas florestas, biomassa abundante que seria enfardada em containers de concreto armado, de plástico ou qualquer outro material resistente à corrosão e, com o auxilio de grandes embarcações, seriam transportados para aqueles locais e submersos por ação da gravidade. Os containers ou invólucros da biomassa deverão possuir orifícios para entrada da água e equilíbrio das pressões internas e externas para prevenir possíveis esmagamentos dos containers e facilitar a submersão dos mesmos.
c) A grande vantagem de se utilizar biomassa para capturar o gás carbônico é o fato de que só será capturado o carbono, deixando-se livre o oxigênio.
d) Para cada 12 (doze) toneladas de carbono capturadas, via biomassa, serão liberadas 32 (trinta e duas) toneladas de oxigênio para atmosfera, e, muito importante, 44 (quarenta e quatro) toneladas de CO2, gás carbônico, principal gás causador do efeito estufa, deixariam de existir na atmosfera que respiramos.
e) Serão, de certa forma, verdadeiros depósitos geológicos, tratam-se de fossas geológicas que se vierem a sofrer abalos sísmicos ou acomodação de camadas, iriam soterrar esses containers, tornando-os ainda mais seguros com relação ao meio ambiente.
f) Em grandes profundidades abissais não há desenvolvimento de vida, semelhante a da superfície, capaz de gerar reações aeróbias ou anaeróbias, portando, não havendo degradação desta biomassa, não haverá geração de gases e a atmosfera estará livre da massa de gases que fatalmente seria gerado se aquela quantidade de biomassa continuasse sobre a superfície terrestre, entrasse em decomposição natural ou fosse incinerada.
g) Se a cada "colheita" da biomassa se plantasse outra, gradualmente, o gás carbônico estaria sendo capturado e, indiretamente, depositado nestes depósitos geológicos sob a forma de carbono com uma conseqüente limpeza gradativa da atmosfera.
h) Se a captura direta do gás carbônico se torna inviável devido as suas condição de gás, capaz de ocupar grandes volumes, desenvolver grandes pressões, além de outros riscos óbvios que não enumeraremos, vamos aprisionar o carbono, "matéria prima" geradora do referido gás, cujo excesso na atmosfera se tornou "um inimigo implacável", o principal gerador do Efeito Estufa que mais cedo ou mais tarde irá eliminar a vida animal da face da terra se não for contido.
i) Os combustíveis fósseis poderiam continuar sendo explorados porque estaria havendo uma reciclagem, uma correta destinação do efluente gasoso gerado na exploração deste tipo de energia, por via indireta, sendo devolvido ao seu local de origem, às profundezas da crosta terrestre.
j) Usando-se o mesmo raciocínio, a mesma lógica, a biomassa poderia ser armazenada, aproveitando-se os espaços disponíveis deixados pela exploração do petróleo. A retirada do petróleo deixa grandes vazios que são preenchidos com água. Por que não ocupar esses espaços com biomassa?
k) A mineração cria gigantescas crateras que, muitas vezes, são simplesmente abandonadas sem passarem por qualquer processo de remediação. Por não aproveitá-las?
l) As falhas geológicas, gigantescos espaços, muitas vezes continentais, poderiam ser utilizadas como depósitos de biomassa. Por que não fazê-lo?
m) De forma idêntica, poderiam ser armazenadas grandes quantidades de biomassa nas regiões desertas, sob suas areias escaldantes, locais desprovidos de água. Onde não há água não há vida, onde não há vida não há decomposição de matéria orgânica, não havendo decomposição de matéria orgânica não há formação de gases do efeito estufa.

A mãe natureza, via carbono, forneceu tanta riqueza ao homem durante o século passado! Por que não devolver-lhe, durante este século, parte dessa riqueza, retornando parte desse carbono ao seu local de origem, de onde nunca deveria ter sido retirado, às profundezas da crosta terrestre, recompondo assim o Período Carbonífero?
Dessa forma se fecharia um círculo, origem, exploração e destinação adequada do efluente produzido pela industrialização do petróleo.
Dando um destino adequado ao lixo ou efluente industrial, ou mais precisamente ao carbono, matéria prima do gás carbônico, o meio ambiente agradeceria, o mundo continuaria respirando, voltava-se ao equilíbrio ambiental e os petrodólares poderiam continuar movimentando a economia mundial sem representar um risco iminente à vida.
Todo empresário da industrial é obrigado a tratar e destinar os seus efluentes. Por que a indústria petrolífera estaria dispensada dessa obrigação?

Antonio Germano Gomes Pinto
Engenheiro Químico, Químico Industrial, Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas, Licenciado em Química, Especialista em Recursos Naturais com ênfase em Geologia, Especialista em Gestão e Tecnologia Ambiental, autor de duas patentes registradas no INPI, no Merco Sul, na UE, no World Intellectual Property Organization e em grande número de países.